Ar.redores

Sou + Inka !
Sou + Inka !

Que os Deuses nos protejam…
Nos dêem força e muito fôlego!

Dia 2 – Não dá para esquecer que se está a 3.600 metros acima do mar! Qualquer movimento ou esforço dificulta a respiração!

* O segundo dia iniciou com um atendimento médico para o Japa que passou mal e teve febre e dor de cabeça a noite inteira. Diagnosticado com uma taxa muito baixa de oxigênio no corpo, deveria ficar de cama e tomar medicação específica e, caso não melhorasse, ir até uma clínica para receber oxigênio. Mas, como foi melhorando, eu e a princess ficamos aliviadas e fomos dar uma voltinha pela cidade para almoçarmos.

(Ah! Para não dizer que não senti nada…todos os dias eu acordava um pouco nauseada e tive uma dor de cabeça bem leve no primeiro dia)

> A tarde fomos fazer o tour arqueológico (Qorikancha, Saqsaywaman, Tambomachay, Q’Enqo)

1- Qorikancha – (Qori= Ouro e Kancha= Lugar é o Templo Dourado e mais importante do Império Inka! Local que é considerado o Umbigo ou centro do Mundo! E onde ficava o governante Inka! …E que os Espanhóis fizeram o favor de construir uma Igreja em Cima…# Muito infelizes!)

2- Saqsaywaman – Aparentemente tem cara de uma fortaleza e diversos informativos descrevem este sítio como tendo a defesa como função. Porém, nosso guia disse que não faz nenhum sentido devido ao seu posicionamento ! (Refletindo um pouco, acho que ele está certo) Mais provável era que fosse outro templo importante. (Mais um local depredado pelos Espanhóis!) Ah! Lá se realiza em 24 de junho a festa de Inti Raymi (Dedicada ao Deus Sol)

3- Tambomachay – Em teoria é um local de descanso, utilizado para relaxar. E onde seria o início oficial da trilha Inka (reduzida hoje em dia, devido a grande distância). Outra informação inacreditável é que a água escorre pelos aquedutos com a mesma vazão a 600 anos! Um pouco mais duvidoso é que esta água é a fonte da eterna juventude! (Lenda desacreditada e bebida desaconselhada pelo guia – por não ser potável)

4- Q’Enqo – Local um tanto misterioso…Seu nome significa labirinto. Diz-se que é um local dedicado a fertilidade, e onde faziam rituais de mumificação, e também poderia ser onde realizavam estudos astronômicos. Lá existe uma caverna com uma mesa cerimonial construída com perfeição na rocha gelada. E …mais uma vez os espanhóis, colonizadores ignorantes, desfiguraram o monolito de seis metros para evitar idolatrias aos deuses Inkas…É…Pois é…

* Neste final de tarde retornamos um pouco mais inteiros, bastante cansados mas…oxigenando!
Fomos jantar uma sopinha básica…Mas sem esquecer de tomar um pisco sour! (Em homenagem aos Deuses é claro! Coisa mais bem boa!)

Ps.: Geralmente aqueles que não compreendem tentam destruir!
(Seres inferiores estão sempre tentando puxar o tapete alheio)

Corpus Inti

Festa!
Festa!

Nada se cria…
Tudo se transforma, se mistura…

(Dia 1 – Evento) Tivemos a sorte de presenciarmos a festa dedicada a Corpus Christi na Haukaypata (Plaza de Armas). Fiquei enlouquecida pela comemoração, pela dança e pela música alegre que em nada lembrava os cantos arrastados e os passos lentos da Igreja Católica que conhecia. Isto é que é festa!

Tudo era colorido, eles pulavam, agitavam lenços e fios de lã e carregavam os Santos Católicos ao redor da praça até chegar a Igreja principal de Cusco.

Depois, o guia nos explicou que antes dos espanhóis chegarem, os Inkas circundavam a praça com suas múmias em homenagem a Inti (Deus Sol, desejando que o Deus Sol – que se afasta no solstício de inverno- melhorasse e voltesse logo). Então, a festa de Corpus Christi ficou com uma certa cara da comemoração Inka – Inti Raymi.

* Todos os Guias nos falaram da tentativa de apagar a cultura local pelos Espanhóis. E que, em parte, os colonizadores conseguiram inserir o Cristianismo, mas …somente em parte.
( Porém, um dos guias nos apresentou o Santo Católico – Santiago Mata Índios – E disse que por mais que parecesse um absurdo, muitos locais cultivavam-no demostrando a massividade da tentativa da sobreposição cultural Espanhola).

Ah! Se um sacerdote Inka mentisse ou errasse a previsão para seu povo, pagaria com a própria vida! (Por que pode-se até perdoar quando se mente apenas para uma pessoa, mas não se mente para uma nação inteira!)

Ps.: Um pouco das ideologias Inkas cairiam muito bem hoje em dia!

Qosqo

Muito Colorido!
Muito Colorido!

Sem pressão, sem pressão…
Cadê o ar ? Força mais meu coração!

Dia 1 – Chegamos a Cusco (ou Qosqo) pela manhã, após longas conexões.
* O primeiro dia foi livre – Em teoria reservado para descanso e aclimatação.
+ Logo ao pisar no Aeroporto da cidade o guia, que esperava por nós, imediatamente começou a explicar que deveríamos descansar por pelo menos umas duas horas (dormir), caminhar pouco, comer comida bem leve (sopa ou peixe) e tomar chá de coca.
Avisou-nos também que os taxis não possuem contagem de rodagem e o preço é combinado com o cliente. (É um pouco difícil descobrir que carro é um taxi…mas vale a pena utilizar se não estiver afim de enfartar! Basta fazer um sinal, esperar algum parar e combinar o preço até o seu destino)

Bem…Bebemos o chá de coca, descansamos as duas horas e…pé na rua! Por que lá do hotel dava para ouvir a festança de Corpus Christi na Plaza de Armas e por que não dá para ficar parado só sentindo o cheirinho.

Saímos, almoçamos, compramos caramelos e folhas de coca, entramos na Igreja Compañia de Jesús, tiramos fotos com as lhamas e cholas, demos uma olhada na Festa de Corpus Christi, conferimos a pedra dos 12 ângulos, o museu de Arte Pré-Colombino, espionamos os artesanatos e encerramos o dia no museu Inka. Aí…só foi possível comprar algo para jantar, um tubo de oxigênio e se atirar semi-morto pelo quarto do hotel.

E, com a noite…Os Japas começaram a passar mal! Princess teve um pouquinho de dor de cabeça (que logo passou com paracetamol) mas, o Samurai teve muita dor de cabeça e febre.

E assim acabou o primeiro dia no umbigo do mundo!

Ps.: Em Qosqo você se dá conta do que realmente é respirar!